Ser, seres,
Que caminham,
Não com intuitos, ou objectivo,
E se apenas sonham, é subjectivo.
Talvez se abstraiam de seu destino,
Não por desapontamento de sua banalidade comum,
Apenas pela sua fatalmente cruel realidade
Que nos consome, a todos, um por um.
Há aqueles que choram,
Choram desprovidos de sinal,
Choram porque perdidos se encontram,
Eu aqui choro, porque sei o final
E quanto mais perto se está,
Mais nos é consentido entender,
Que mais vezes podíamos perguntar o destino,
Parando para alguém intervir, e não por saber.
Os sulcos na cara de um antigo,
Não são carência de cedência
dérmica,
Ou sequer inclemência térmica,
Mas mapas, por onde ir, ou por onde há perigo.
E estes disseram dizem e repetem,
E voltando a dizer reafirmam,
No atingir o alvo não intentem,
Quando é na viagem que ficam,
Gravados e eternizados,
Quais eternos viajantes,
Que não por chegar são lembrados,
Mas por viajar antes.
Portanto desejo,
Nunca atingir,
Nem nunca concretizar,
De modo a que me permita,
Ser o último a chegar.
Nesta caminhada que fazemos pelos caminhantes,
Não pelo destino, mais pela paisagem,
Por seus
constituintes e
intervenientes,
Pois aquando das placas sinalizando o destino,
Apenas olhamos,
Apenas ouvimos,
Apenas paramos,
Para apenas expirarmos.
E isto tudo me disse o antigo,
Sem sequer falar,
Sem sequer se abrir sua boca,
Por meio do que tais rugas pudessem albergar.
Que em tom rápido se despiam,
Antes de este expirar
Levando consigo seu mapa,
Deixando-me sem saber por onde caminhar.